Design gráfico: Gangster Graphik 

 

Ficha artística  

Uma Produção do Grupo Cassefaz

Um espectáculo de Luís Assis

Elenco: Luís Assis, Paulo Diegues, Cláudia Andrade e Maria Camões

Módulo cenográfico multifunções: Aichiado interiores (design e execução)

Fotografias promocionais: João Carlos - Milkman Studio (actores caracterizados por Élia Lé)

Design gráfico: Gangster Graphik

Professor de música: Carlos Passos

 

Actores penteados por Paulo Vieira - Cabeleireiros

Cartazes de cinema gentilmente cedidos por Cinemascope

 

Estreia: 10 de Novembro de 2006 na Sala 1 do Teatro da Comuna

 

Espectáculo subsidiado pelo Instituto das Artes / Ministério da Cultura

 

 

 

Foto de João Carlos - Milkman Studio: Paulo Diegues (de costas) e Luís Assis

 

As personagens

Alberto e Ricardo vivem juntos, como um casal, desde que este último chegou a Lisboa há sete anos. Ricardo está a tentar acabar os seus estudos à noite ao mesmo tempo que trabalha como empregado de mesa durante o dia, enquanto Alberto é um bandolinista eternamente desempregado. Sendo convictamente misógino, Alberto lida mal com a bissexualidade do companheiro… ou com a sexualidade, em geral (ele acredita em fazer amor, não sexo). E apesar de Ricardo o negar veementemente, Alberto acredita que ele lhe tem sido sistematicamente infiel ao longo dos anos.

Ângela e Diana constituem também um casal. Ângela é amiga de Ricardo desde que ele chegou a Lisboa e, apesar de exclusivamente lésbica, houve sempre uma atracção não verbalizada entre os dois. Diana, por seu lado, é assumidamente bissexual.

 

 

 Fotografia de João Carlos - Milkman Studio: Cláudia Andrade e Maria Camões

 

O Elenco  

Luís Assis  

Formado como actor pela Escola Superior de Teatro e Cinema, tem desenvolvido trabalho regular como autor e encenador desde 1996. Em 1999, representou Portugal na Trobada Internacional d’Autors Teatrals, integrada no XXX Sitges Teatre Internacional, Catalunha - Espanha. Peep-Show foi encenado em 2001, em Londres, na Greenwich Playhouse, por Eduardo Barreto. É co-autor do Manual de Teatro (coordenado por Antonino Solmer e publicado pela Temas e Debates) e membro co-fundador do Forum Teatral Ibérico. Entre 2005 e 2008 apresenta Sex Shop Trilogy, conjunto de três espectáculos sobre a homossexualidade: Gay Solo, Beijos & Abraços e Castidade (título provisório). Para informação mais detalhada, carregar aqui.

 

Paulo Diegues

Iniciou a sua formação teatral em 1992 com Yolanda Alves, participando nos espectáculos do Teatro de Papel. É membro do Ninho de Víboras – Associação Cultural desde 1997, onde participa em espectáculos como Filoctetes, Salomé, Kvetch e, mais recentemente, Escamas. Trabalhou ainda como actor em espectáculos de João Brites, Karas, Jorge Fraga, entre outros. Na área da dança, trabalhou com Cláudia Dias. Como Encenador, dirigiu os espectáculos A.A. – Apaixonados Anónimos e Pupa. Tem também desenvolvido extenso trabalho na área pedagógica com alunos do ensino secundário.

 

 

Maria Camões 

Terminou o curso de formação de actores da Escola de Teatro de Cascais, em 2004, sob a direcção de Carlos Avilez e João Vasco. No mesmo ano realiza como prova de aptidão profissional a peça O Percevejo de Mayakovski, uma co-produção entre a escola de teatro e o Teatro Experimental de Cascais. Como parte do seu estágio, estreia-se profissionalmente em Auto do solstício do Inverno de Natália Correia, com encenação de Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais. Na mesma companhia, foi assistente de encenação nas peças Sonho de uma noite de Verão, Auto da Índia e Inês de Portugal. Participou no Ciclo dos Novos Actores no Teatro S. Luiz com a peça Cinza ás Cinzas de Harold Pinter. Desde 2005, participa em dobragens para desenhos animados e filmes.

 

Cláudia Andrade

Diplomada em Interpretação pela escola Estudis de Teatre (Barcelona), trabalha como actriz desde 1993. Começou a fazer teatro no Projecto 4ª Período – O do Prazer dirigido por António Fonseca (Despertar da Primavera, Dia de Marte e Lisistrata). Trabalhou com os encenadores Luís Miguel Cintra e Christine Láurent (Teatro da Cornucópia) participando em O Triunfo do Inverno, A Prisão e Barba Azul. No Trigo Limpo teatro ACERT, onde trabalhou de 1999 a 2001, realizou os espectáculos Se Chovesse vocês estragavam-se todos, Cadeiras, Transviriato, entre outros. Participou em projectos com o Teatro do Morcego, Théatre de la Mezzanine, Compania La Puerta, Companhia Jordi Bertrán e trabalhou com os encenadores José Rui Martins, Almeno Gonçalves, Pompeu José e Cláudio Hochman.

 

Foto de João Carlos - Milkman Studio: Paulo Diegues e Luís Assis

 

Texto da Folha de Sala

 

A gay play is any play that wants to sleep with another play of its gender”, Robert Chesley

Depois do Gay Solo, no ano passado, chegamos agora à segunda parte da Sex Shop Trilogy (o espectáculo que fechará a trilogia terá de ficar para 2008)…

Durante todo o processo de trabalho, acompanhou-me sempre esta sensação estranha de que passei os meus quinze anos de profissão a preparar-me para fazer este espectáculo. Coloca muita coisa em perspectiva, pois dá para perceber finalmente para que foi tudo o resto… foi para chegar aqui.

Este é um espectáculo sem compromissos. Fiz exactamente aquilo que queria e, perdoem-me o egoísmo, mas estou-me completamente nas tintas para o que os outros possam pensar ou dizer. Não que me tenha preocupado muito com isso pela vida fora… mas, de alguma forma, desta vez limitei-me a dizer e mostrar o que queria. Os outros que lidem com isso como quiserem. Já não é minha responsabilidade.

Havia formas tão mais fáceis de fazer isto. Mas eu ainda prezo o facto de dormir à noite de consciência tranquila. E a verdade é que este país continua a viver sob o signo da mediocridade. Sob o “manto diáfano” de uma falsa tolerância (já alguém me disse, algures, que tolerância é um termo irritante), a hipocrisia reina. E, sobretudo, os mais altos graus de homofobia persistem dentro da própria comunidade homossexual e não na tradicional sociedade maioritariamente heterossexual.

A lista de agradecimentos está mais em baixo, mas não posso deixar de agradecer aqui ao Miguel Morillo que, sem saber, me ajudou a descobrir o que deveria ser este espectáculo.

Ah, é verdade… Tem sido um hábito, ao longo dos anos, dedicar os meus espectáculos ou os meus textos a alguém. Quanto ao Beijos & Abraços, vão desculpar-me mas… dentro do espírito do espectáculo, quero dedicá-lo a todos os homens com quem fodi.

 

 

 Fotografia de João Carlos - Milkman Studio: Paulo Diegues, Luís Assis, Cláudia Andrade e Maria Camões

 

 

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